(O arrebol do sol no farol).
Na ponta da praia tem um farol
de onde vejo uma pequena ilha.
Eu o faço funcionar mesmo no sol
porque gosto de como sua luz brilha.
O farol é branco e vermelho
intercalados em espirais.
A água o mostra como num espelho.
Lá em cima eu encontro paz.
À noite o farol ilumina a vila,
ilumina a ilha, e a praia também.
E o luar ainda mais bonito fica.
E da areia vejo a floresta e além.
Às vezes, até durmo no farol
- cobrindo-me bem, a noite é fria -
para ver vermelho, o arrebol
do nascer do novo dia.
domingo, 22 de maio de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Vazio temporário.
A depressão parece vir depressa,
mas sei que é só uma sensação.
Nada mais me interessa,
resolve-me ou consola senão.
Espero uma intervenção
de alguém e de mim mesmo
que direcione meu coração
e o tire desse esmo.
Mas há esse vazio
que consome minha vontade,
me deixa indiferente, frio
fora da realidade.
Também não é o pior
porque sei como me recuperar.
Amizades, saídas, me apaixonar
fazem eu me sentir melhor.
Só digo que nada dura para sempre. Não a felicidade nem a tristeza.
Comentei sobre esse poema no TLS *.*
mas sei que é só uma sensação.
Nada mais me interessa,
resolve-me ou consola senão.
Espero uma intervenção
de alguém e de mim mesmo
que direcione meu coração
e o tire desse esmo.
Mas há esse vazio
que consome minha vontade,
me deixa indiferente, frio
fora da realidade.
Também não é o pior
porque sei como me recuperar.
Amizades, saídas, me apaixonar
fazem eu me sentir melhor.
Só digo que nada dura para sempre. Não a felicidade nem a tristeza.
Comentei sobre esse poema no TLS *.*
domingo, 14 de novembro de 2010
Searching for a superpower.~
If I could jump high, I’d touch the sky,
or I wished I could fly higher
and take to you a piece of the moon.
When it glowed in the dark, I’d hold you hard,
I would be back soon
from the dangers a superhero pass.
I could go deep in the sea with just one deep breath
and bring to you the colors it has.
I could have some superpower
like having the strength of a beast in just one fist,
but I couldn’t harvest you a flower
without destroying it.
I could have some intelligence to make worth the experience
you’d have in my lips.
But there is something I can do,
it’s bigger than the Earth and it cannot hurt:
it’s the superlove I feel for you.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Odeio nostalgia >.>
Quem um dia me amou.
De olhos fechados,
faço um pedido:
queria você do meu lado,
queria você sempre comigo.
Não estivéssemos distantes,
não haveria dúvidas.
O mesmo amor de antes,
eu não choraria com aquelas músicas.
E se pudesse voltar atrás,
ou começar de onde parou,
não deixaria que nada mais
tirasse de mim quem um dia me amou.
Odeio, odeio muito. Vontade de nunca mais voltar X.X
De olhos fechados,
faço um pedido:
queria você do meu lado,
queria você sempre comigo.
Não estivéssemos distantes,
não haveria dúvidas.
O mesmo amor de antes,
eu não choraria com aquelas músicas.
E se pudesse voltar atrás,
ou começar de onde parou,
não deixaria que nada mais
tirasse de mim quem um dia me amou.
Odeio, odeio muito. Vontade de nunca mais voltar X.X
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Dia desgastante.
Lá estava o homem esperando pelo ônibus. Não sei seu nome, quem saberá? Vestido em seu terno, chapéu-coco na cabeça, pasta de couro na mão, parecia ter surgido de outra época. Esperava, quase que imóvel, observando o fundo da rua. Às vezes mudava o peso do corpo sobre uma perna para a outra. Impacientava-se discretamente a cada minuto que passava.
De repente, uma mudança em sua expressão, como se visse um raio descendo o céu. Mas não, era apenas o ônibus. Demorei a entender o porquê de seu comportamento, hoje entendo a surpresa e o espanto que ele demonstrou. Percebi, naquele instante, as várias outras pessoas. Calças jeans, uniformes, bolsas e tênis coloridos. Tirem suas próprias conclusões sobre isso. O que me chamou a atenção não foram os diferentes cortes de cabelos ou marcas chamativas nas estampas de suas roupas. Foi que quase todos deram sinal ao ônibus, o homem não.
Subiu as escadas do automóvel, ele tinha classe, ninguém ao seu redor parecia estar à sua altura. Pagou a condução com a quantia exata e foi passando para a parte de trás, sem esperar que existissem assentos desocupados. Segurava a barra de ferro alta com uma das mãos, com a outra, mantia sua pasta à frente do corpo, não iria incomodar qualquer outro pasageiro. Pernas abertas para se equilibrar aos solavancos e paradas bruscas que o motorista submetia-lhe.
Onde estava o estilo? Lembro-me de quando os objetos eram mais individuais e as pessoas, mais coletivas. Muito se ganhou com o desenvolvimento da tecnologia, muito se perdeu. O importante, porém, é que as coisas modificaram-se. Cabe a cada um decidir o que foi bom e ruim.
O homem permaneceu quase estático durante todo o percurso. Até que deu o sinal para descer do ônibus. Não mais eu o vi depois desse dia. Nem posso saber o que lhe aconteceu. Mas após eu o ter visto, passei a desgostar do mundo atual.
De repente, uma mudança em sua expressão, como se visse um raio descendo o céu. Mas não, era apenas o ônibus. Demorei a entender o porquê de seu comportamento, hoje entendo a surpresa e o espanto que ele demonstrou. Percebi, naquele instante, as várias outras pessoas. Calças jeans, uniformes, bolsas e tênis coloridos. Tirem suas próprias conclusões sobre isso. O que me chamou a atenção não foram os diferentes cortes de cabelos ou marcas chamativas nas estampas de suas roupas. Foi que quase todos deram sinal ao ônibus, o homem não.
Subiu as escadas do automóvel, ele tinha classe, ninguém ao seu redor parecia estar à sua altura. Pagou a condução com a quantia exata e foi passando para a parte de trás, sem esperar que existissem assentos desocupados. Segurava a barra de ferro alta com uma das mãos, com a outra, mantia sua pasta à frente do corpo, não iria incomodar qualquer outro pasageiro. Pernas abertas para se equilibrar aos solavancos e paradas bruscas que o motorista submetia-lhe.
Onde estava o estilo? Lembro-me de quando os objetos eram mais individuais e as pessoas, mais coletivas. Muito se ganhou com o desenvolvimento da tecnologia, muito se perdeu. O importante, porém, é que as coisas modificaram-se. Cabe a cada um decidir o que foi bom e ruim.
O homem permaneceu quase estático durante todo o percurso. Até que deu o sinal para descer do ônibus. Não mais eu o vi depois desse dia. Nem posso saber o que lhe aconteceu. Mas após eu o ter visto, passei a desgostar do mundo atual.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
O mundo, de novo.
"I've been sitting here,
can't get you off my mind,
I'm trying my best to be a man and be strong.
I drove myself insane
wishing I could touch your face,
but the truth remains: you're gone. You're gone. You're..."
(Gone, 'N sync).
Reabilitação.
Eu estava abandonado
por mim mesmo.
Não sabia o que estava errado.
Você então apareceu
deixando-me aceso.
A partir daí que tudo aconteceu.
Comecei a mudar
gostando de você sem perceber.
A sorte tomou o lugar do azar,
gerando uma lista de coisas a fazer:
Conhecer a vida, me conhecer, amar,
dar um "oi" ao novo mundo sem você.
can't get you off my mind,
I'm trying my best to be a man and be strong.
I drove myself insane
wishing I could touch your face,
but the truth remains: you're gone. You're gone. You're..."
(Gone, 'N sync).
Reabilitação.
Eu estava abandonado
por mim mesmo.
Não sabia o que estava errado.
Você então apareceu
deixando-me aceso.
A partir daí que tudo aconteceu.
Comecei a mudar
gostando de você sem perceber.
A sorte tomou o lugar do azar,
gerando uma lista de coisas a fazer:
Conhecer a vida, me conhecer, amar,
dar um "oi" ao novo mundo sem você.
Assinar:
Postagens (Atom)



