terça-feira, 18 de maio de 2010

Eu só pensei que ia ser mais fácil.

Lembranças do amor.
Já não sei se é loucura, fixação ou amor. Também não sei se entre eles há diferença.
Ontem tudo me fez lembrar você.
A brisa gélida, sua pele,
Nuvens no céu, esperávamos chuver.
O silêncio na cama preenche o seu espaço.
Com os olhos abertos, seu rosto de repente,
E ao fechá-los, sinto o seu abraço.

O corredor escuro como o lance da escada.
Beijei você com uma pressa louca,
Nos amamos sem intenção armada.
Cada música fez eu te querer mais
"E ter seu toque, e beijar sua boca".
Tenho andado olhando sempre para trás.

Mal posso esperar para ter você por perto.
Às vezes conversamos como se estivesse aqui.
Hoje escrevo sobre você porque te vejo quando desperto.

terça-feira, 30 de março de 2010

Segredos e Segredos

- Posso te contar um segredo?
- Depende do segredo.
- Como eu vou saber se posso ou não te contar?
- Me diz que tipo de segredo é.
- Não tem como categorizar um.
- Claro que tem. Quando eu te contei que queria viajar, mesmo não sendo um segredo, é um desejo.
- Então digamos que foi um incidente.
- Algo que você fez?
- Não.
- Algo que alguém fez?
- Não foi feito por pessoas, apenas aconteceu. Acho que por isso classifiquei como incidente.
- Em que área?
- Saúde.
- ... Sobre quem?
- Sobre mim.
- Não quero saber.
- Por quê?
- Pode ser algo ruim.
- E até onde você ficaria machucado?
- Não posso te dizer.
- Por quê?
- É meu segredo.
- Tem a ver com confiança?
- Você não vai tirar nada de mim.
- Eu te conto o meu e você me conta o seu.
- Eu não ganho nada com isso.
- Mas você é a única pessoa em quem eu confio para tal.
- E quanto aos outros?
- Não me sinto tão bem com eles... disse algo errado?
- Fala.
- Vou morrer.
- Quando?
- A qualquer momento. Não chore-
- Não dá! Doi muito.
- Conte para mim.
- Você já sabe o que é.
- Preciso de ouvir de você.
- Não sei se consigo olhando nos seus olhos.
- Abrace-me.
- ... Eu te amo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Quero agradecer a todos que tentaram me ajudar anteriormente. Não dei ouvidos ou fingi que não precisava de nada daquilo, ou talvez eu pensasse que não precisava. Mas agora descobri que a mudança é inevitável. Eu estava sendo ignorante e isso é uma falha terrível. Quero melhorar, não vou conseguir sozinho, mas não vou desistir só porque alguns não me apoiam. Não vou enfrentar ninguém, nem quero provar nada. Eu só quero paz.

A tristeza e a alegria sempre estão juntos. Só parece que não, mas elas estão sempre se dosando, procurando um equilíbrio. Não vamos conseguir fujir da tristeza. Não conseguimos ficar um dia triste sem rir.
Ganhamos e perdemos amigos durante toda a vida. Faz parte nos decepcionarmos, é assim que enchergamos quem verdadeiramente somos e quem os outros são. As qualidades superam cada defeito. E o amor está ligando todos eles, impedindo que esqueçamos de um ou de outro.
Ao longo da vida, vamos aprendendo e desaprendendo. E temos tanto medo de descobrir que tudo o que sabemos na verdade não existe, que não aceitamos outras opiniões ou tentamos nos afastar de todos, para que não precisemos ouvir o que têm a nos dizer.
Pensar pode se tornar dolorido, mas na maioria das vezes é necessário.
E hoje chorei, não sei se tive motivo para isso. Dessa vez, não estive triste, eu chorei de dor, como nunca chorara outrora. Foi um dia que talvez eu me esqueça na próxima semana, ou talvez eu lembre daqui a 50, 60 anos. Não preciso mudar tão repentinamente, mas ninguém no mundo continua o mesmo desde que nasce até a hora de morrer.
E hoje decidi que vou mudar. Não quero continuar o mesmo de dois anos atrás. Vou amar pessoas novas e esperar ser amado. Vou buscar experiências. Vou tentar ser atencioso. Não queria perder ninguém mais, porém, não é algo que eu possa controlar. Triste, sempre estarei, mas também estarei feliz, mesmo que por outros motivos. E vou comer esse sanduiche antes que comece a apodrecer. Não vou mais tentar não viver.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


 Imagem do Amor.

Faço lua serena
Emanar gentil a luz
Em madrugada plena,
Que mulher mais pequena,
Lua alua e conduz.

Faço lar do escuro
Vão entre densa vida.
Todo mal, eu anulo.
Projeto forte muro
Sobre mulher perdida.

Faço da relva, cama.
Sobre o luar, deito
Junto a linda dama,
Controlo grande flama
Que vive em meu peito.


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 Era para eu estar dormindo, mas comecei a fazer e não quis parar. O poema não significa muito para mim, nenhuma situação em especial. Mas retrata os nossos planos de como seja o amor, de como queremos conquistar alguém quando gostamos dele ou dela. Ele também pode dizer o quanto alguém pode fazer pela pessoa amada.
 Juro que procurei outra foto.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ando me sentindo muito triste. E as pessoas estão se incomodando com minha tristeza. Acho que já é hora de parar com melancolia e começar a viver diferente. Não consigo, porém, pensar muito em coisas alegres, porque elas me estão incomodando. Então simplesmente lembrei de saudades. Saudades do que já vivi com várias pessoas diferentes.
Não é um poema que dedico a uma só pessoa, mas eu o dedico a muitos amigos e colegas queridos. Pensei em muito do que passei e em todos vocês ao escrevê-lo. Dedico "Efeito Nostálgico" a Elisa, Thaís Vasconcelos, Paula, Arthur, João Vitor, Cleber, Juliana e Nathália -em ordem não cronológica- pelo que já passamos e pelo que eu sinto falta, e também a Ni, Gabriela, Maria, Bárbara, Foster, Felipe e Ben(10) pelo o que estou passando e sinto por vocês.
Se eu não mais confio em você, ainda te amo, é um sentimento que simplesmente não vai embora.


Efeito nostálgico.

Imensos e largos risos,
Sobre as mesmas infamidades.
Pensamentos mistos,
Compartilhar nossas liberdades,
Nossas dores e nossos segredos.
E confortávamos nossas fraquezas:
Seus abraços contra meus medos,
Meus ouvidos para suas incertezas.
Terá sido o tempo suficiente?
Nunca, contigo, menti.
Importância diferente
Que sempre, por você, senti.
E sentirei por daqui a anos
Que queríamos que não passassem.
Em comum, tínhamos tantos planos
E vontade de que não se apagassem.
Mas agora ainda resta
O bastante de lembrança
-Uma brisa pela fresta,
Amor, quando não confiança.
Concordamos que eu devia respeitar o seu espaço, mas é tão difícil te ver sofrer e ter esse como o único jeito de te ajudar. Quero poder exigir algo em troca, mas o que eu preciso, você não iria me dar. Deveria haver um modo de ficarmos juntos com todos os limites que temos hoje. Sei, porém, que o que eu sinto, você não sente por mim na mesma intensidade. Você está tão distante agora. Sinto falta de sua presença, do seu jeito, de você. Doi olhar suas fotos. Doi saber o quanto sofre. Doi saber que não estou contigo.
 Já quis ter muitas amizades. Sair por aí naquele grupo de jovens barulhentos e risonhos. E como quis. Tentei e até consegui por uns tempos. Mas descobri o que temia: não é desse tipo de amizade que preciso. Não consigo me distruibuir e confiar em tantos ao mesmo tempo. Me afastei.
 Solidão, meu antigo estado de permanência. Não posso mais continuar quieto, averso e secreto quando houver outros por perto.  Porque quando mais preciso de ajuda, de uma opinião certa, não há ninguém à volta.
 Queria poder contar toda a minha vida para alguém e ouvir sobre a sua também. Tenho tanta opinião para dar, mas tenho medo de magoar as pessoas, por isso geralmente as guardo para mim.
 E eu me sinto tão sozinho. Agora que percebi o quão confuso estou. Mal posso me controlar, estou agindo por impulso. Tenho medo que doa quando a vida apertar e não houver ninguém para me ajudar. Se é que a vida vai me apertar mais ainda.